16.7.09

Ao autor "desconhecido"

Algumas vezes leio o mundo a nossa volta.
Um texto repleto de exclamações!
Interrogações? Talvez reticências...

Combinadas num mesmo enredo,
confluem aparentes contradições,
metáforas complexas e simples.
Angústia e humor!
Satisfação e ânsia?
Violência e tréguas...
A mais pura beleza lado a lado com seu extremo oposto.

Frases sem sentido...
Expressões que soam incompletas...
Como ser parte desse texto
sem ouvir o coração do autor?!
E é esse o mesmo que nos faz esse convite
Que todo aquele que "lê", leia.
O texto foi feito pra isso.
Ao ler, ouça. Um coração pulsa nas entrelinhas.

14.6.09

Qual a sua religião?

Sua religião pode ser qualquer uma, todas, inclusive nenhuma; ou sua religião pode ser você mesmo, ou o outro, ou qualquer Outro. Mas o que é religião? Religião é re-ligação. É a iniciativa humana de se relacionar com alguma divindade por meio de conjuntos institucionalizados de discursos e práticas, onde há dependência e obrigação do fiel ao ser adorado. Este conceito revela que os bastidores de toda religião tem a mesma lógica: o fiel obedece e cumpre suas obrigações para receber do seu deus recompensas merecidas e equivalentes ao sacrifício religioso. Assim, o conceito de religião abre espaço para a barganha. Ou seja: toda religião é um negócio onde as partes estão comprometidas pelas algemas do contrato: o fiel obedece e a tal divindade recompensa. Se o fiel desobedecer é castigado. Se o tal deus falhar na premiação é abandonado. Isso quer dizer que nada é de graça na religião. Porque toda religião está baseada na relação de compra e venda de benção e na lógica da retribuição de recompensa e punição por meio de méritos e deméritos morais e espirituais do crente.

É nesse cenário que o Evangelho de Jesus surge como a contra cultura da religião, quando a imerecida graça de Deus, doada aos pecadores, destrói a lógica da justiça religiosa da barganha. O contexto religioso do mundo antigo, até então, só ensinava a religiosidade: Você tem que obedecer para merecer a salvação. Mas surge, em Cristo Jesus, a mais espetacular boa notícia que o mundo precisava conhecer: Você é salvo imerecidamente pela graça para obedecer por amor livre e incondicional. Este é o evangelho: a boa notícia.

Uma vez que religião é re-ligação, isso significa que o pecado desligou Deus do homem; e agora o homem tenta se re-ligar a Deus por si mesmo. Mas a natureza pecaminosa do homem é incapaz e impossibilitada de se chegar a Deus por si só. (Rm 3:10 e 23). Ou seja, o homem não tem desejo, iniciativa, meios nem méritos para se reconciliar com Deus. por si só. Até mesmo suas motivações para buscar a Deus revelam intenções erradas e malignas. Assim, não há nada que uma pessoa possa fazer para conquistar e merecer a presença, o relacionamento e o favor de Deus.

Mas há a boa notícia: O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo é único, incomparável e irrepetível. Ele não pode ser comprado pelas nossas boas obras, manipulado pelo nosso contrato chantagista nem divide sua glória com os méritos de ninguém. Pois a obra da cruz de Cristo é a plena manifestação da graça de Deus (Ef 2:8, 9). Isso implica que todo aquele que está em Cristo não precisa ter medo da ira de Deus nem precisa mais barganhar com Deus para alcançar o seu favor imerecidamente gratuito. (Rm 8:1 e 32). A cruz de Cristo é a garantia da continua generosidade de Deus em ser e estar do nosso lado nos doando milagres de graça.

A boa notícia da graça de Deus nos liberta da relação de troca que gera orgulho, culpa e medo para nos doar graça, humildade, justificação e paz. De quem obedece a Deus para fugir da sua ira e conquistar meritoriamente a salvação e suas bênçãos; somos agora, aqueles que, com a verdade do Evangelho, recebem imerecidamente a salvação e todos os milagres gerados em torno da cruz de Cristo.

Diante disso, só nos resta abandonar toda e qualquer religisiodade de barganhas para responder positivamente ao evangelho da graça de Deus com gratidão, consagração, obediência e santidade; fazendo a vontade de Deus por amor livre e incondicional, porque ela alcançou e converteu o nosso coração (Ef 2:10).

Em Cristo, que nos libertou das trevas da religião para a maravilhosa luz do Evangelho da graça de Deus.

Jairo Filho

12.5.09

Apaixonando-se pela mulher Frankenstein

Alguns pensam que Jesus pegou muito pesado com os casados quando declarou que “qualquer que olhar para uma mulher desejando-a, já cometeu adultério” (Mt5:28). Eu não concordo.

O grande problema é que Jesus sabia do perigo do fenômeno chamado “amante Frankenstein”. Vou tentar explicar melhor.

Não tem como um relacionamento estar “nas oitavas maravilhas” o tempo todo e é quando o nosso relacionamento está em baixa que o perigo do fenômeno aparece.

Vamos usar o exemplo de um homem que está passando por uma fase mais difícil no casamento: depois de um dia estressado ele sai para dar uma volta e percebe uma menina que ao passar troca um olhar e um sorriso provocante com ele, ele registra esse momento em seu coração, pois está frágil e acredita que não tem nada demais, afinal,foi apenas um sorrisinho.

No outro dia, a secretária do seu chefe veio com um vestidinho muito provocante, e ela para pra perguntar algo que ele já nem se lembra , pois não conseguiu tirar os olhos do vestido.Ele registra o vestido em sua mente, que por sinal era muito bonito mesmo.

O problema é que três dias depois, ao abrir a sua caixa de e-mail, viu que recebeu um Spam com a propaganda da Playboy daquele mês, ele nem clicou na foto, pois sabe que pode ser vírus, mas ficou encantado com os seios maravilhosos daquela atriz. E assim foi, dia após dia, com pequenas olhadas e inocentes registros montando uma mulher “perfeita” em sua mente. O que ele não sabe, ou não quer saber, é que esta mulher vai ganhar vida e se chamará mulher Frankensein.

Quem nunca ouviu, pelo menos de forma rápida, a história do monstro Frankenstein, a história de um cientista chamado Victor que, insatisfeito com sua vida, constrói uma criatura com partes humanas e dá vida a ela. A criatura que foi denominada com o sobrenome do seu criador, Frankenstein, com o tempo percebe que era diferente de todos os homens e não tinha uma parceira à altura. O monstro exige que seu criador, Victor, crie uma companheira para ele, e quando Victor se recusa a fazer tal coisa o monstro o ameaça e o persegue até matá-lo.

É isso que acontece quando o amante ou a amante Frankenstein ganha vida, a pessoa que está do teu lado, às vezes durante anos, e que tem feito de tudo por você, não tem mais valor. Não é como a mulher perfeita de nossas mentes a mulher Frankenstein. E esse monstro que agora ganhou vida te perturba e se mistura com você, cobra para si um par perfeito.

É quando você tenta fugir e é tarde demais. O monstro vai atrás de você até matar seu casamento com uma outra mulher qualquer, que não chegava aos pés da sua, mas que você, na escuridão de sua mente, a incorporou a sua amante chamada Frankenstein.

Sei que este artigo acabou em uma tragédia, assim como a história de Frankenstein também. Por isso é que Jesus já avisa que o adultério está no coração e que tudo começa com um simples olhar.

9.3.09

Confissões de um egoísta...

(Perdoem-me o santo e o triunfantalista,
mas o que se segue aqui são confissões de um egoísta)

Vidas, pessoas, gente...
Senhor, estende-lhes as suas mãos, pois as minhas são demasiadamente curtas.
Estende o seu favor sobre aqueles que o Senhor me confiou tua sensibilidade para que eu enxergasse!
Manifesta a tua misericórdia...
Intercede com gemidos inexprimíveis!

Me sinto absurdamente limitado e falho...
Por vezes omisso, tímido, medroso, sem tempo e "em-mim-mesmado", egoísta, auto-centrado.
Mas o Senhor não é assim!
O Senhor se deu por nós! Por mim e por aqueles a quem eu ainda não tive coragem de anunciar a sua libertação!
Sou falho, sou incompleto, omisso, como disse, mas disponho minha mediocridade ante meu Salvador e ante aqueles a quem ele quer salvar!

Quem sou eu para isso?
Não é essa a questão...
Mas o "Eu sou o que sou" é o assunto e o verbo em questão.
Em que estão...
Em que estão minhas esperanças.
Em quem estão a misericórdia, a honra a salvação a glória e o poder!

Estende as suas mãos, Senhor! Apesar de mim!
Estende as tuas mãos e alcança os teus pequeninos!
Pastor dos pastores, o bom pastor! O único que perfeitamente deu a sua vida pelas suas ovelhas.
Não sei fazer isso. Tenho muito que aprender...

Não desampara os teus pequeninos, Senhor!
Escuta-lhes o clamor da alma...
Diante do sofrimento, da necessidade, da negligência e da indiferença... Por vezes, minha indiferença.
Escuta-lhes o clamor!
Escuta-lhes! Salva, resgata e dá vida, como só o Senhor sabe e pode fazer!
Transforma-lhes a vida em amizade real, consistente e verdadeira contigo!
Apesar de mim.
Apesar da religião.
Apesar das más intenções.
Apesar das boas intenções.
Apesar de mim, de tudo e de todos.
Apesar da política, da ganância e da corrupção.
Apesar do meu egoísmo e da minha maldade.
Apesar de mim e de quem sou.

Ouve Senhor a súplica exausta das almas cansadas!
A criação geme. O abandonado clama silenciosamente sem saber o quê, nem para quem...
Venha o teu Reino... Socorro! Venha o teu Reino!
Perdoa a minha arrogância e a minha maldade egoísta.
Venha o teu Reino...

Sou pó. Sou pouco.
Mas ainda bem que não sou a questão!
Ainda bem que aquele em questão e em quem estão a esperança e a misericórdia intervém.
Pode parecer muito que demora, mas vem e sim intervém!
Intervém em mim.
Intervém na comunidade dos desgraçados.
Nós que desesperadamente dependemos da sua graça e intervenção.
Humanidade caída e carente, dependente.
Vem...

6.3.09

Prova do Líder

O reality show mais famoso do Brasil está ensinando um conceito de liderança. Explico: A convivência dentro da casa se mostra como uma guerra sem trégua, semelhante à vida selvagem dos animais que tem que matar para viver. E é nesse contexto que a liderança da casa surge como o prêmio mais cobiçado e a mais eficiente arma de guerra para fuzilar o adversário no paredão de execuções e continuar dentro da casa concorrendo ao prêmio final.

Ser o líder do BBB só é possível quando se ganha uma prova de resistência ou sorte. Aquele que ganha a prova do líder merece imunidade, privilégios, conforto, direito a indicar seu maior adversário ao paredão de execuções e passar mais dias na casa. Esses direitos definem o que é ser líder. Assim, ser líder é aquele que mata para viver, exclui para ser exclusivo, tem direitos e nunca deveres, é servido pela bajulação e nunca serve para não ser traído, é poderoso e nunca amoroso, vingativo e nunca reconciliador.

A sabedoria popular já nos diz que o verdadeiro caráter de uma pessoa é conhecido quando a pessoa está no poder.

Jesus apresenta seu caráter quando nos ensina um paradigma de liderança extremamente contra a cultura desse reality show. Jesus mostra qual é a prova para saber quem é o verdadeiro líder segundo os critérios do Reino de Deus: Servir. Esta é a prova. Jesus mostra quem é o líder quando fica despido da cintura para cima, de joelhos aos pés dos seus discípulos, com uma bacia de água na mão e toalha na outra. Lavar os pés calejados, sujos, descascados, feridos, empoeirados pelos (des)caminhos da existência. Esta foi a atitude que aprovou e definiu a liderança de Jesus como o líder-servo de todos.

A cena do lava-pés chama a minha atenção por dois motivos: Primeiro, o serviço de lavar os 24 pés acontece um pouco antes de Jesus ser preso e abandonado pelos que tiveram seus pés limpos pelo serviço do amor. Pedro e Judas que o digam. Mesmo sabendo que iria ser traído e abandonado, mesmo assim, Jesus lavou os pés dos seus aprendizes imaturos, críticos, confusos, incrédulos, frouxos, covardes, medrosos, traidores, e fugitivos até tocarem no Cristo ressurreto.

O que também me chama mais atenção no lava-pés é o que também mais intriga. Pedro rejeitou o serviço de Jesus, julgando–se não merecedor de tal serviço, ao que recebeu como resposta de Jesus: "Se eu não os lavar, então você não terá parte comigo". A resposta é a mais absurda e extremada reação contra a cultura do líder BBB. Jesus estava ensinando que as únicas pessoas com quem podemos nos relacionar são aquelas a quem lavamos os pés. Ou seja, se você não está disposto a servir, será impossível conviver e suportar as pessoas em suas imperfeições e crises. Você só pode se relacionar com quem quer que seja se estiver disposto a serví-las.

É exatamente isso que devemos fazer para prevenir, preservar e consertar relacionamentos: Servir. Assuma o lugar de servo e faça o que ninguém gostaria de fazer. Servir ou o fim do relacionamento. Servir ou viver enterrado no caixão soltário do seu egoísmo mesquinho. Servir ou carregar uma bagagem cheio de memórias de mágoas e tatuagens de ressentimentos profundos no coração. Servir ou matar o outro pela omissão do serviço.

Servir: Esse deve ser o critério para ser líder. Assim, o líder segundo Jesus é aquele que jamais exclui alguém de casa; antes serve para prevenir, preservar e consertar os relacionamentos, em vez de descartá-los e jogá-los fora. Sirva. Pois quem não vive para servir, não serve para viver com você.

Assim, quem deseja conviver com a mesma pessoa, pela mesma estrada da vida, por longos anos, precisa saber que em alguns trechos deverá levar seu par no colo, lavar seus pés empoeirados e feridos, conduzí-lo à trilha do caminho da vida, andar no mesmo caminho, mesmo que em passos diferentes; enfim, servir, sob pena de seguir viagem sozinho, ou com uma pessoa desconhecida ao lado, cujo fim é a solidão e a morte.

Em Cristo, que veio para servir e não para ser servido.

Jairo Filho

Quer ler o texto completo na íntegra? Acesse: www.jjairofilho.blogspot.com

3.3.09

Coisas que ninguém merece

Sei que há de concordar comigo que acontecem esquisitices na vida das pessoas, principalmente entre aquelas que se julgam normais. Importunações nem sempre declaradas, porém, inevitáveis. Parece moço ciumento no pé de menina bonita: não desgruda e quando some é por que já encontrou outra gatinha para atazanar. São coisas imerecidas, repelidas por qualquer ser de bom senso. Sim, devemos chamá-las estúpida e elegantemente de “coisas”, para evitarmos termos como banalidades, bizarrices, blasfêmias ou baboseiras. Cito, com a aprovação certa da grande maioria de meus leitores, coisas que ninguém merece:

Nariz entupido; xaveco furado; presunto vencido; peido fedido no pós-almoço de domingo; ficar na fila do cinema esperando a sala abrir; fila de banco, de lotérica, fim da fila, fim da festa, fim de amores; privada mal-cheirosa; férias em casa; não ter férias; briga de vizinho; briga de casal; parente desabrigado; chuva na praia; ser o último a ser escolhido para jogar no time de futebol; fazer gol contra; perder pênalti; ficar no banco de reservas; trocar pneu de carro em dia de tempestade; ganhar meias de presente; vírus no computador; morder a própria língua; barata; pernilongo; pasta de dente na camiseta minutos antes de sair de casa; pobre que se acha rico e rico metido; invasão de privacidade; mudar de cidade; esquecer-se da idade; cabelo duro; pão duro; dedo duro; chulé (em todos os casos e descasos); qualquer tipo de reprova, inclusive reprova em vestibular; beijo babado, gosmado, catarrado; piada sem graça; levar um, dois, três foras da paquera (pior: se acostumar com eles); segunda-feira; segundo lugar; estar com pressa e se esquecer do mais importante; chapinha no cabelo e chuva de surpresa; ir ao mercado e perder a mãe; perder a parte principal de um filme; perder o namorado; perder o ônibus; perder uma boa oportunidade, o sorriso, o juízo; perder o ingresso do show; perder o dente; perder a unha do dedão do pé; perder dinheiro; perder-se.

É claro que faltaram ainda 12.237 coisas que ninguém merece não citadas aqui, das quais não fiz questão de me lembrar ou de procurar em mim ou nas outras pessoas. O fato é que essas coisas não saem da moda. Sinta-se orgulhoso se você é uma de suas vítimas. Você é pop, é top, é refinado, gente, espécie brasileira. Estar coisado é a inclinação do momento. No entanto, essas coisas não duram eternamente. Passa e passa. Vem e desleixa. Desenrela. Que bom que tudo nesse mundo passa depressa, seja a graça ou a desgraça. Não há nada tão ruim que não possa ser piorado. Não há nada tão ruim que não possa ser superado.

11.2.09

“Então os que temiam ao Senhor falavam uns aos outros; o Senhor atentava e ouvia...” Ml. 3.16

Ultimamente, tenho refletido muito sobre a oração, pois percebo que a maioria das orações que faço e das orações que são feitas nas igrejas são meros jargões, são vãs repetições, são ferramentas litúrgicas usadas apenas para fazer a transição de uma leitura bíblica ou de um momento para o outro durante o culto. Outro elemento que ultimamente prende a minha atenção é a maneira como me expresso, ou seja, tudo aquilo que eu falo, tudo aquilo que sai da minha boca, todas as minhas palavras e gestos que servem de instrumentos para a minha comunicação com a sociedade.

Destaco esses dois elementos, oração e o falar, pois nesse texto de Malaquias aprendo o modelo da verdadeira oração. O texto diz que os justos conversavam, e Deus atentava e ouvia as suas conversas. Tudo aquilo que eles falavam, tudo o que diziam um para o outro. Ora, não seria esse o processo da oração?
Claro que sim. Quando oramos, estamos falando com Deus e Ele está nos ouvindo, pelo menos, essa é a definição tradicional sobre a oração. O que ocorre nesse texto é exatamente o que ocorre na oração, só que eles não estavam tradicionalmente orando eles estavam apenas conversando. Todavia, Deus não fez nenhuma distinção, pelo contrário, Ele atentou à conversa dos justos como Ele atenta para a oração, pois acredito, com base nesse e em outros textos, que Deus não faz separação entre nossa conversa e nossa oração.

O que falamos, ou seja, a nossa conversa é tão importante que Paulo, ao falar sobre isso em Efésios, alerta os cristãos dizendo: “deixem a mentira e falem a verdade uns com os outros (4.25); Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe (4.29); coisas sensuais, inconvenientes (5.4)”. A proposta é que falemos uns com os outros através de salmos e cânticos espirituais. Na realidade, quer dizer, que nossa conversa deve ser sincera como os salmos são sinceros e profundamente santa, pois Deus está diante das nossas palavras, atento a tudo o que falamos como uma oração.
Por essa razão, entre nós não se deve nunca nomear coisas banais e comuns, como é de costume dos pagãos, pois orar não é só falar com Deus, mas é também falar com o próximo.

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